Abrem-se as entranhas num fogo que não controlo e que me queima de dentro para fora, rasgando sem piedade o que de mim resta.
Meto os dedos nas feridas e abro-as ainda mais, esmiúço-as e deixo que a dor me invada num ato que raia o sadismo;
lágrimas que em vão tentam apagar as chamas.
Rodeia-me fumo negro, tóxico.
Aos poucos, o ar que respirava deixa de existir e inalo o dióxido de carbono que me irá adormecer, aos poucos.
Deixo-me ir nas asas de um sono só de ida.